Técnicas de Memorização Para Acabar Com os Esquecimentos

Cátia Fonseca: Mas acho que sua vida é mais divertida depois que você aprendeu essas técnicas não é?

Renato Alves: Você confia mais na memória não é?

Cátia Fonseca: E divertido porque você sempre acaba formando histórias

Renato Alves: Fica mais criativo…

Cátia Fonseca: Fica mais criativo!

Renato Alves: Com certeza.

Cátia Fonseca: E outro ponto que é importante na vida da gente é criatividade

Renato Alves: Perfeitamente

Cátia Fonseca: Não só na profissão, mas na vida amorosa, na vida com os filhos.

Renato Alves: Exatamente

Cátia Fonseca: Né? Em sociedade

Renato Alves: Eu trouxe uma demonstração pra fazer aqui.

Cátia Fonseca: Você disse que vai lembrar esses números todos?

Renato Alves: Pra vermos a capacidade da memória de um ser humano

Cátia Fonseca: São sento e dezoito números?

Renato Alves: É o Pi com cento e dezoito dígitos

Cátia Fonseca: Ohh eu vou deixar ao contrário pra ele não ver

Renato Alves: Eu vou até virar pra lousa

Cátia Fonseca: Você pode virar pra lousa e eu vou acompanhar dali porque eu não vou saber.

Renato Alves: Deixa eu explicar, o objetivo desse… eu não tenho um QI elevado e não tenho uma genética especial.

Cátia Fonseca: E nem tá de ponto eletrônico.

Renato Alves: Eu sou uma pessoa que reclamava da memória e que aprendeu a utilizar a memória com eficiência

Cátia Fonseca: Você lembra desses cento e dezoito números na sequência certa?

Renato Alves: Eu vou dizer esses números na sequência certa. Aí eu peço a tua ajuda. Vai acompanhando com a caneta ou com o dedo. Se eu por acaso trocar algum dígito diga apenas “não” que eu mesmo corrijo.

Cátia Fonseca: Tá bom.

Renato Alves: Porque exige bastante concentração esse exercício.

Cátia Fonseca: Rafinha, pega pra mim aí. A gente tem que mostrar por aqui. Não, não aqui não. Os números porque eu vou apontando cada um que ele vai dizendo. Mas você vai devagar enquanto fala os números pra eu poder achar os números aqui.

Renato Alves: Tá bom.

Cátia Fonseca: Vai!

Renato Alves: 3,14 15 92 65

Cátia Fonseca: Isso! 35

Renato Alves: 89 79 32 38 46 26 43 38 32 79 50 28 84 19 71 69 39 93 75 10 58 20 97 49 44 59

Cátia Fonseca: Certo.

Renato Alves: Isso! 23 07 81 64 06 28 62 08 99 86 28 03 48 25 34 21 17 06 79 82 14 80 86 51 32 82 30 66

Cátia Fonseca: Gente, como você lembra tudo isso? Eu me perdi com o meu apontador ali pra ver. Como que você memorizou tudo isso?

Renato Alves: Esse número chega a quinhentos dígitos, eu trouxe um fragmento do número aqui pra gente não gastar muito tempo né?

Cátia Fonseca: Mas como que você memoriza tanta coisa?

Renato Alves: Aí já é técnica de campeonato de memória. Eu fui o primeiro recordista brasileiro de memória. Então, isso é uma técnica bem avançada. Não dá nem pra começar a explicar. Mas o que é que eu gosto de mostrar com isso Cátia… a possibilidade de um cérebro humano. Está ao seu alcance isso. Ao alcance de qualquer pessoa.

Cátia Fonseca: Dizem… isso a gente aprendeu aqui com o professor Pi se eu não me engano há um tempinho atrás. Ele diz que: matéria dada, matéria estudada, matéria memorizada. Uma vez que você segue essa sequência. Antes de dormir… quando você dorme e você já memorizou isso muito bem. Falou pra você tudo aquilo que você aprendeu, você firmou o aprendizado. Quando a gente dorme, esse conteúdo, essa informação, ela vai ser direcionada pra uma região cerebral que você não esquece mais. Você não precisa decorar mais nada pra prova. Estudando desse jeito, você sabe a matéria não mais pra prova mas pra vida.

Renato Alves: Eu posso até alterar um pouquinho, acrescentar…

Cátia Fonseca: Pode pode!

Renato Alves: Matéria dada, matéria explicada, matéria memorizada. Então, o segredo da boa memória é você explicar o que você aprendeu. Então, é a prova de fogo. Se você não consegue explicar o que você aprendeu, não houve memorização.

Cátia Fonseca: Certo! Renato Alves: Né? Tem que buscar isso.

Cátia Fonseca: Qualquer pessoa consegue independente da sua idade também, treinar a sua memória ao ponto de não esquecer mais absolutamente nada?

Renato Alves: Isso é uma boa notícia, ao longo da vida eu vivencio isso todos os dias nos meus cursos. Tem pessoas de idade aí de 8 a 80 anos, pessoas que vieram com uma certa idade e conseguem fazer os exercícios como um garoto de 8 anos. Então, ao longo da vida a memória não vai ficando ruim, ela vai ficando lenta.

Cátia Fonseca: Acomodada…

Renato Alves: Pode ficar lenta por falta de uso. O melhor exemplo de boa memória são os atores e as atrizes que tendo forças nas pernas e oportunidade de trabalho eles estão atuando. E na função atual qual é a parte mais exigida?

Cátia Fonseca: A memória!

Renato Alves: É a memória. Então, quanto mais você usa a memória, melhor ela fica. Quanto menos você usa, mais lenta ela fica.

Cátia Fonseca: Então, tudo é um treino.

Renato Alves: Exatamente.

Cátia Fonseca: E pra memória também, o importante é o treino independente da idade que tenhamos.

Renato Alves: Conhecer a memória.

Cátia Fonseca: O Renato Alves volta mais vezes ao programa e por sinal parabéns viu? Eu fiquei indignada como você conseguiu falar aqueles cento e dezoito dígitos e eu sei que é muito difícil pra gente, pelo menos por enquanto, memorizar tantos números. Mas que a gente comece a seguir as dicas do Renato já com os telefones pra gente não ficar se acomodando com o celular, com as agendas eletrônicas. Que a gente volte um pouquinho ao tempo daquela agenda que a gente… a pessoa dava o telefone a gente escrevia, memorizava e como ele diz, na hora que a gente ia fazer a ligação a gente discava o telefone sempre lembrando pra ver se a gente não esqueceu de nada.

Renato Alves: Exatamente.

Cátia Fonseca: É o treino a partir de tudo.

Renato Alves: É o caminho né? Usar a memória.

Cátia Fonseca: O  telefone do Renato que é consultor em memorização é (19) 3123-2404

Renato Alves: Tem um presente pra você, um livro que eu deixei.

Cátia Fonseca: Ahh deixa eu pegar aqui, deixa eu mostrar para os meninos. Tá aqui ohh! O segredo dos gênios.

Renato Alves: Isso! Cátia Fonseca: Manual de orientação pra professores e estudantes.

Renato Alves: Como não tem em livrarias, tá nesse telefone aí.

Cátia Fonseca: Ahh que legal!

Renato Alves: O pessoal entrando em contato é só… Cátia Fonseca: Aí você passou dicas pra gente de memorização?

Renato Alves: A linha de ideia do livro é não pergunte para seu filho se ele já estudou, pergunte se ele sabe estudar. Então, a ideia é falar de como memorizar textos, matérias, o que precisar.

Cátia Fonseca: Olha, o Segredo Dos Gênios: quem lê bastante fala bem, escreve bem, articula bem as ideias, transmite segurança na comunicação, chama atenção e acaba liderando naturalmente. Quem bom resumo né?

Renato Alves: Com certeza!

Cátia Fonseca: Obrigada mais uma vez viu? Parabéns!

Renato Alves: Prazer!

Cátia Fonseca: O prazer foi meu, volte mais vezes!

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Renato Alves Dando Dicas De Memorização Para Edson Celulari

Renato Alves: As técnicas de memorização, ou técnicas mnemônicas, elas trabalham com um conceito muito simples: você tem que se familiarizar com a informação em primeiro lugar, você tem que organizar… que é uma espécie de associação. Você disse “amplexo” e eu rapidamente associei a complexo… um complexo difícil… alguma coisa assim… para eu poder rapidamente criar uma imagem. E a imagem é o que nós chamamos de assimilação. Então… estudar, organizar e assimilar. Isso determina na velocidade. Eu acho que é muito legal para as pessoas em casa saberem que isso está ao alcance de qualquer ser humano. A memória… as técnicas de memorização.

Ana Maria: Me dê um exemplo pra ficar mais claro.

Renato Alves: Eu vou dar um exemplo… o número 1 (um) vocês me disseram “esguicho”. O número 1 (um) em uma técnica de memorização clássica… tradicional… você dá nomes a cada número. Número 1 (um) teia, número 2 (dois) Noé, número 3 (três) mãe, número 4 (quatro) cão. Então, número 1 (um) teia você visualiza um esguicho, número 2 (dois) Noé você imaginaria um carimbo na testa do Noé. Número 3 (três) é mãe na minha memória.. .você imagina fazendo uma dublagem. Número 4 (quatro) cão na minha memória.

Ana Maria: De que número até que número? De 1 (um) até 100 (cem)?

Renato Alves: Essa técnica, ela se estende por mais de 5.000 (cinco mil) palavras.

Ana Maria: Ligada aos números?

Renato Alves: É.

Ana Maria: Por exemplo, você poderia ajudar o ator como por exemplo o Edson Celular que está nos visitando aqui hoje?

Renato Alves: Podemos!

Ana Maria: Vou ver se ele está aqui já… É o Edson Celulari vem hoje aqui passear. Oi Edson! Como vai? Que lindo! Prazer em te receber viu?

Edson Celulari: Também querida!

Ana Maria: Como vai a família?

Edson Celulari: Muito bem!

Ana Maria: É? Sofia linda…

Edson Celulari: Enzo lindo também… Cláudia…

Ana Maria: Esse é o Renato.

Edson Celulari: Impressionado com você!

Renato Alves: Muito prazer.

Edson Celulari: Prazer também!

Ana Maria: Como é que você faz? Você tem dificuldade de decorar texto? Outro dia eu entrevistei o Fagundes e ele disse que não tem dificuldade nenhuma. Ele viu o texto e tchuu pra ele tá pronto.

Edson Celulari: o Fagundes parece que tem uma técnica maravilhosa porque ele consegue fazer uma leitura parece que diagonal que é uma técnica também de leitura e com isso ele cria uma rapidez incrível. Ele é capaz de pegar uma lauda, uma página inteira e na hora lê e já sai falando e eu não consigo isso. Mas a técnica dele é o que a gente usa. É como se fosse um músculo né? Você tem que exercitar e tem que associar. Tudo aquilo que você… eu por exemplo… eu tenho que ler. Se eu ficar escutando só, já é mais difícil. Você vê que é uma pessoa que tem memória visual né?

Edson Celulari: Exatamente.

Renato Alves: A necessidade de visualizar. Isso vai lhe ajudar no texto na questão de visualizar… por exemplo… você lê um diálogo, fecha os olhos e visualiza. Agora antes disso, no tratamento de textos… uma técnica bacana que eu ensino aos estudantes: pega um papel. Você faz um esboço da cena por exemplo né? E depois que você entendeu a cena, você cria uma espécie de alicerce. Quer dizer, eu entendo o que vai acontecer. Se eu entendo o que vai acontecer fica mais rápido e mais simples memorizar o diálogo. Seria talvez o caso do Fagundes. Quer dizer, primeiro eu entendo toda estrutura. É como se eu tivesse ouvido uma fofoca. Você me contou uma fofoca: olha aconteceu assim, assim, assado. Desse jeitinho. E depois que eu entendi o que aconteceu, uma ou duas vezes… dependendo da sua necessidade.

Edson Celulari: É capacidade de concentração, de você focar. É que nem contar uma piada. Alguém escuta uma piada e na mesma hora já sai repetindo. E às vezes até melhorada né?

Ana Maria: Tem outras pessoas que não lembram nunca.

Edson Celulari: Qual é mesmo a piada? Chega na hora de contar a piada, erra!

Ana Maria: É uma tristeza pra gente que fica esperando a piada.

Renato Alves: O branco na memória, Edson e Ana, ele é um alarme silencioso indicando que existe algo de errado com o indivíduo.

Ana Maria: O branco na memória.

Renato Alves: Toda vez que eu tenho um branco na memória eu agradeço. Porque é um sinalzinho de alerta no meu sistema nervoso dizendo assim olha… tem algo de errado com você.

Ana Maria: Tipo o quê?

Renato Alves: É de ordem emocional ou física. Por exemplo, o branco na memória você encontra uma pessoa de surpresa… a pessoa “Oi, tudo bem? lembra de mim? nós estudamos juntos”. Aquela surpresa que você tem faz com que seu sistema nervoso, eu costumo chamar de herói trapalhão, ele desliga o fiozinho da memória porque você teve aquela surpresa e você fica naquele constrangimento.

Ana Maria: Ou pior ainda, quando você tá construindo uma frase, uma palavra banal que você está acostumado a usar e de repente… um adjetivo pra alguma coisa e essa palavra não vem! Você sabe que sabe. Você já teve isso?

Edson Celulari: No teatro, no palco… acontece… você tem um programa, está falando uma coisa e de repente.

Ana Maria: Falta uma palavra!

Edson Celulari: E no palco… claro… você tem também recursos né? Você tá falando um texto, você se desconcentra e você esquece o que você vai falar e a plateia toda te olhando e você… ou você troca a palavra… você tem técnicas também de retomar… você anda um pouco… você olha pra um colega. Você tá contracenando com alguém, esse colega pode te ajudar.

Ana Maria: A pessoa deve ficar te olhando assim….

Edson Celulari: É importante que aquilo fique internamente e o público não perceba. Isso acontece… Renato Alves: Normalmente não percebe!

Edson Celulari: Acontece… mas também é gostoso porque você fica exposta àquilo e é muito estimulante.

Ana Maria: A Cláudia decora mais fácil que você, ou não?

Edson Celulari: Eu acho que não… é igual.

Ana Maria: Trocam isso em casa?

Edson Celulari: Para o ator é diferente. O processo de decorar é um dos momentos né? Porque você tem que não só entender obviamente, pra parte racional, e você tem outros estímulos né? Além do visual… por exemplo… a técnica de você associar um texto ao emocional né? A técnica do Stanislavisk por exemplo… você recorrer à sua memória emotiva pra associar aquilo a uma emoção. O meu personagem no espetáculo, ele pode ter perdido… sei lá… a esposa né? ou a mãe. Então, se eu já perdi… não é o caso né? Eu tenho a minha mãe linda lá em Bauru tá assistindo o programa… mas aí se eu já perdi a minha mãe eu vou lembrar qual foi a dor e ajudar esse meu personagem com essa dor pessoal. Mas tem uma outra técnica que é do Brotovski que é o estímulo físico que também é… assim… de grande ajuda pra memória. E ajuda nas marcas se você tem aqui um movimento né? Em cena… a hora que eu sento eu associo com tal imagem ou com tal fala. Renato Alves: exatamente!

Edson Celulari: ou com tal informação.

Ana Maria: Eu estou com a Cláudia no telefone. Bom dia Cláudia! Cláudia: Bom dia Ana!

Ana Maria: Que saudade!

Cláudia: Você está aí com o meu amor mais lindo do que nunca… arrasando no teatro. Ana Maria: me assusta cada vez que eu vejo. Parece que tem… você faz alguma coisa com ele que ele vai ficando mais jovem… mais jovem… mais jovem…

Ana Maria: você tem alguma pergunta Cláudia, pra fazer para o Renato? Que possa te ajudar. Mas você me parece que decora tão bem os textos. Você é tão firme na interpretação.

Cláudia: É… não… eu estava ouvindo a entrevista dele, achei muito interessante e queria perguntar pra ele… quer dizer… se ele acha que as pessoas hoje em dia… ele diz que as pessoas exercitam menos a memória… se ele tem alguma coisa a dizer como é que a gente pode reativar isso? como a gente pode trabalhar melhor a nossa memória focada, já que hoje são muito mais informações que a gente tem que ter na vida e muitas coisas a mais pra decorar. No nosso caso a vida é decorar né? A gente decora 50 laudas por semana. É um trabalho absurdo. Agora, uma pessoa normal né? O que ela teria que fazer pra ativar mais a memória dela no dia a dia.

Renato Alves: Cláudia… uma primeira orientação é parar com uma crença de que a memória, ela fica ruim ao longo da vida. Isso é muito perigoso, isso é muito delicado. A história da aposentaria… me aposentei… parei de utilizar.

Ana Maria: Se você acredita nisso, as coisas acontecem né?

Cláudia: quer dizer que o cérebro não envelhece?

Renato Alves: não é conceito de motivação  não. Isso realmente… quando você acredita na tua memória. Quando você respira fundo, se concentra e coloca toda sua energia, toda sua mente naquela leitura, naquela realização…. você consegue. Agora, o que drena a nossa energia Cláudia… às vezes eu leio o texto preocupado com o horário de uma gravação, preocupado com um problema na família financeiro. Eu não consegui me desligar dos outros problemas. Isso faz com que eu não tenha concentração. E quem não se concentra, não memoriza. Isso é um conceito importante.

Edson Celulari: Objetivos né? Renato Alves: Perfeito! E você não ter também… Ter como espelho pessoas de idade avançada lúcidas.

Ana Maria: Nossa… e tem muitas!

Renato Alves: Como por exemplo a Derci Gonçalves 102 (cento e dois anos).

Ana Maria: Dona Canô que tem 100 (cem) anos.

Renato Alves: Dona Canô 100 (cem) anos, exatamente!

Edson Celulari: Niemayer.

Renato Alves: Oscar Niemayer que aos 100 (cem) anos foi convidado pra fazer a capital de Angola.

Edson Celulari: Eu quero chegar aos 100 (cem) trabalhando! e depois mais 20 (vinte) só pra descansar!

Renato Alves: Uma coisa é levar o corpo aos 100 (cem) anos outra coisa é lucidez aos 100 (anos). Ana Maria: Isso é o fundamental, senão não adianta chegar lá. Edson Celulari: Aliás com a terceira idade… essa coisa de terceira idade não é só com relação à memória né? A terceira idade é útil sempre né? É só você estar ativo.

Ana Maria: Claudinha eu vou te liberar que eu sei que você tem que trabalhar.

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Acompanhe Renato Alves Memorizando 20 Palavras em Menos de 3 Minutos

Ana Maria: Como é essa história? não existe essa cadeira… essa função de pessoas especializadas na prática da memória?

Renato Alves: Normalmente não. O que existe são mnemonistas profissionais. Há 10 anos eu trabalho com técnicas de memorização e hoje sou um dos grandes especialistas no Brasil em ferramentas de aprendizagem para estudantes e profissionais. Pessoas que se queixam de memória ruim. Para você ter uma ideia, o motorista que nos trouxe… ele disse: Eu sou muito esquecido! eu não me lembro das coisas! Eu analiso a pergunta. Poxa mas você não faz nada para se lembrar das coisas? Quero dizer, que tipo de esforço você faz para tentar memorizar as suas tarefas e ainda assim não se lembra ou você não faz nada para se lembrar? Outro dia eu estava conversando com uma pessoa… ela disse: olha, eu não me lembro nem da roupa que usei ontem. Olha, você não se lembra ou você não quer se lembrar? O que nós estamos passando hoje Ana é um fenômeno chamado preguiça mental. As pessoas não querem ativar a memória ou estão se entregando muito à tecnologia eletrônica. O sujeito tem um celular no bolso e é uma espécie de memória artificial.

Ana Maria: é verdade! aí você não precisa guardar os números do telefone. A gente já tem tanta coisa pra lembrar, você imaginou se fosse lembrar de tudo? Você não tem que fazer uma memória seletiva?

Renato Alves: Então, vamos tratar dessa forma… a pessoa antes de ter o celular no bolso ela sabia o telefone de uma pizzaria, de uma farmácia, todos os amigos, parentes, contatos profissionais…

Ana Maria: sabia de memória!

Renato Alves: memória!

Ana Maria: ou como a gente fala, sabia de cor!

Renato Alves: sabia de cor, exatamente! Hoje uma pessoa precisa de um celular… o telefone fixo da própria casa não lembra!

Ana Maria: a gente não liga pra gente mesmo rsrs

Renato Alves: é mas às vezes a gente tem que ligar pra família… o problema é o seguinte… se eu vou me entregar à tecnologia eu tenho que estar ciente de que isso pode deixar a minha memória natural lenta. Ou seja, a pessoa não perde a capacidade de guardar o número de telefone.

Ana Maria: a calculadora já faz conta pra gente e antigamente a gente fazia a tabuada de cor. Tem que saber de cor a tabuada! Aí você ficava estudando… 7 vezes… a tabuada do 7 era a mais complicada de todas… porque não tinha uma associação clara.

Renato Alves: aí você tem mais um agravante… você pensa em um estudante… ele vai com o mp3 na sala de aula e coloca no bolso. Pô legal… já que o professor está dando aula e eu estou gravando no meu mp3, para que prestar atenção na aula? Ou seja, ele mesmo provoca esses mecanismos de distração.

Ana Maria: E aí, o que é que faz? não treina… é isso? é como se fosse músculo?

Renato Alves: exatamente… existem alguns relatos de um europeu que viveu no século XV tinha a memória 500 vezes melhor que a nossa memória hoje. Agora… no século XV não tinha caneta, não tinha papel, não tinha agenda eletrônica, não tinha nada disso… ou seja… ele encarava cada experiência como uma oportunidade. Ou ele aprendia… ou ele não passava! Quer dizer ele tinha que… ele conversava… ele perguntava… ele escutava com atenção. Então, hoje se eu tenho um mecanismo que grave tudo por mim… pra que eu vou prestar atenção? Logo, quem não presta atenção não memoriza!

Ana Maria: Bom, a gente está conversando aqui… mas como eu não te conheço eu vou fazer o teste. Pode?

Renato Alves: Pode!

Ana Maria: Então, eu tenho assim… olha… eu tenho 20 palavras em uma ordem. Você fala na ordem das palavras ou você fala aleatoriamente?

Renato Alves: tanto faz… você vai passando as palavras e eu vou memorizando.

Ana Maria: e você fala na ordem?

Renato Alves: na ordem, de trás pra frente… do jeito que você quiser rsrsrs

Ana Maria: e com certeza minha produção não passou nada pra você.

Renato Alves: não…

Ana Maria: ele não viu essa lista antes… a gente não tem motivo nenhum pra enganar você que está em casa. Então, ele não viu essas palavras ainda.

Renato Alves: se quiser posso colocar uma venda nos olhos e veja que eu não tenho ponto no ouvido.

Ana Maria: exatamente! Então, eu vou falar… tá bom? você não precisa nem olhar a escrita?

Renato Alves: não, eu posso ficar de olhos fechados…

Ana Maria: tá bom, então vamos começar… 1 esguicho, 2 carimbo, 3 dublagem, 4 brinquedo, 5 amplexo, 6 edifício, 7 juventude, 8 fotografia, 9 lembranças, 10 perímetro, 11 diapasão, 12 oxigênio, 13 queijo, 14 depilação, 15 porco, 16 drama, 17 cuíca, 18 grampeador, 19 prisma, 20 período.

Ana Maria: quer que eu fale todos agora?

Renato Alves: não, só me corrija… 20 período, 19 prisma, 18 grampeador, 17 cuíca, 16 drama, 15 porco, 14 depilação, número 13 queijo, número 12 oxigênio, número 11 diapasão, número 10 perímetro, 9 lembrança, número 8 fotografia, número 7 juventude, número 6 é o edifício, número 5 é amplexo, número 4 brinquedo, número 3 dublagem, número 2 carimbo e número 1 esguicho. Aí você pode me perguntar um número, por exemplo, um desses números aí.

Ana Maria: bota na tela pra casa só e não aqui para o estúdio… daí eu vou perguntar agora número aleatórios. De trás pra frente… agora o 13!

Renato Alves: queijo!

Ana Maria: o 8!

Renato Alves: 8 fotografia.

Ana Maria: 12.

Renato Alves: 12 oxigênio.

Ana Maria: 3.

Renato Alves: número 3 dublagem.

Ana Maria: 18.

Renato Alves: 18 grampeador.

Ana Maria: como é que você faz? rsrsrsrs

Renato Alves: técnicas de memorização.

Ana Maria: inclusive essa lista que a gente fez não tem nenhuma ligação de uma coisa com a outra.

Renato Alves: não tem relação e vocês colocaram palavras que são abstratas né? amplexo… diapasão.

Ana Maria: são coisas que não tem associação direta com alguma coisa.

Renato Alves: são técnicas mnemônicas, como por exemplo, você usa visualização.

Conclusão

Se você é um estudante que não consegue se lembrar da matéria… assista ao vídeo e preste atenção no minuto 5:10 até 7:30. Em dois minutos e vinte segundos o Professor Renato Alves memorizou 20 palavras totalmente abstratas e que não possuem associação alguma entre elas.

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Por Que Todo Estudante Deve Conhecer o Professor Renato Alves?

Jornalista: Ninguém começa bem o dia sem recarregar as baterias. Renato Alves não sai de casa sem um bom e equilibrado café da manhã. Bom… como já deu pra perceber, esse é um café da manhã de um atleta! Mas não se trata de nenhum medalhista pan-americano. Apesar do Renato também ser um recordista: ele é o maior mnemonista nacional. E o que vem a ser isso? Isso quer dizer que no país, ninguém tem a memória tão boa quanto a dele.

Renato Alves: A pessoa que não toma o café da manhã fica lenta, não tem muita disposição para realizar as tarefas. É aquele aluno que dorme em sala de aula. É aquele funcionário que tem um baixo desempenho. E o café da manhã viria então a ser um combustível.

Jornalista: Bem alimentado, Renato vai para o escritório que tem em casa. Um cômodo simples com quase nada na mesa. O item mais importante é um pequeno calendário.

Renato Alves: A memória deve ser evocada. A questão de fazer um ‘Xis’ no calendário faz com que você se lembre de uma data importante. E faz com que você faça uma breve meditação. Dia 17 de setembro, uma segunda-feira, é uma data importante? Existe algum evento importante para ocorrer nesse dia? Se existir, na tua memória, em 250 ms você varre ela em busca dessa informação.

Jornalista: Esse exercício serve para todo mundo. Renato também conta que a bagunça é inimiga da boa memória. Por isso, a organização é imprescindível. E tem que ter uma mente muito boa mesmo só pra dar conta da rotina do Renato. Eu que não tenho uma memória tão boa assim vou apelar para uma ‘colinha’. Ele é professor de pós-graduação convidado, pesquisador cognitivo, administra duas empresas, é mnemonista profissional, estudante de um curso de MBA e ainda arranja tempo para ser síndico do prédio. Pior para os condôminos. Você nunca esquece quando eles fazem alguma bobagem?

Renato Alves: Eu nunca esqueço e sou um síndico igual à Iracema do Paraíso Tropical.

Fonte: Rede Globo

Jornalista: E onde vai, impressiona! Normalmente no primeiro dia de aula o professor não consegue lembrar o nome de todos os alunos. Não foi o que aconteceu nesta sala. Em poucos minutos o aluno Caio já era bem conhecido.

Aluno Caio: O professor é meio embaçado… sabe os nomes. Porque a maioria dos professores nem percebe o nome daí consegue enrolar eles. Mas o Renato decorou no primeiro tempo… assim não dá não rsrs

Jornalista: Não dá pra passar despercebido por ele. Mesmo não sendo professor titular, basta uma leitura na lista de presença para Renato gravar o nome de todos os alunos.

Renato Alves: Andreia… o nome delas aqui é Tamara e Tainara, o Tiago nós temos aqui… ahhh… Gabriela… Talita.

Jornalista: A turma faz um desafio e ele topa. O aluno escreve no quadro um número de 30 dígitos! Em poucos minutos Renato decora e impressiona toda classe.

Renato: 64 73 21… 13 e 24.

Jornalista: Para conseguir um bom desempenho do cérebro, outra dica é relaxar. Bom… pelo menos essa é fácil de lembrar! Cada pessoa deve reservar um tempo na semana para fazer algo que dê prazer.

Renato Alves: Isso eu chamo de boa distração. Que seria uma higiene mental.

Jornalista: Quando está de folga… pé na estrada! Assim ele descansa a mente que trabalhou a semana toda e se prepara para mais um dia de trabalho. Aqui na chácara da família também rega as plantas, cuida da horta e brinca com o cachorro. Mas não é qualquer cachorro. O animal de estimação do melhor mnemonista do Brasil só podia ser um Border Collie. Por uma razão bem simples.

Renato Alves: Ele memoriza até 200 comandos!

Jornalista: Isso daí influenciou na hora de você escolher seu cachorro?

Renato Alves: Claro… influenciou… é um cachorro inteligentíssimo!

Fonte: Wikipédia

Jornalista: Foi a dificuldade de memorizar as lições na escola que o fez trabalhar a mente até ser capaz de decorar uma sequência de mais de 100 números e letras, e repeti-las sem um único erro. Uma lição que merece ser lembrada.

Renato Alves: Nós memorizamos facilmente aquilo que possui uma carga de emoção. Então, o prazer, a diversão, eu ter uma satisfação pessoal por realizar uma determinada tarefa faz com que eu tenha a ativação da memória. Tem sempre um lado bom em todos os fatos da vida. Quando você passa a enxergar o lado bom você naturalmente acaba aproveitando muito melhor e acaba memorizando aquilo que fez.

Conclusão

Os hábitos dele devem ser um ‘norte’ para você se guiar como estudante. Compare a rotina do Renato Alves com as suas e procure se espelhar nesse exemplo de vida para que você consiga atingir com mais êxito os seus objetivos de estudo.

É importante você ter em mente que seu aprendizado está intimamente relacionado ao seu estilo de vida. Estabelecer certas atitudes, como por exemplo, cuidar da alimentação (principalmente no café da manhã), manter um local de estudo organizado, separar momentos para o relaxamento são estratégias PODEROSAS que vão te gerar um resultado incrível no final. Mantenha sempre o foco e a obstinação.

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